Réveillon em NY, RJ, SC, Valparaíso ou Punta del Este – qual o melhor?

Feliz Ano Novo!!!

 

Fim de um ciclo e renacer de outro! Esse clima de comemoração me inspirou a escrever sobre diferentes locais que tive o privilégio de poder passar a virada. 

Vou fazer uma breve descrição dos locais mais famosinhos: Nova York, Valparaíso (Chile), Rio de Janeiro, Santa Catarina e Punta del Este (Uruguai). Cada pessoa tem um gosto, assim vou descrever os prós e contras do meu ponto de vista e vocês podem decidir qual se encaixa melhor nas suas preferências.

A verdadeira magia do réveillon está na reflexão individual que essa data trás, acompanhada das ações que você irá realizar para conduzir as mudanças que você gostaria de produzir em sua vida. Porém, poder celebrar num diferente é gostoso, não é?

É engraçado pensar em todos os locais que já estive, pois nasci numa cidade no interior de Santa Catarina (na época, 5 mil habitantes) e o ano novo era uma das datas mais entediantes por lá. Minha família não fazia questão de fazer nada de diferente, essa data era no período de colheita na roça e havia muito trabalho. 

Eu lembro que até uns 14 anos eu geralmente passava a virada assistirndo os fogos de artifício na Globo em volume baixo pois minha avó já estava dormindo.

Fiz esse resgate da minha história pessoal porque pensar no quanto minha vida mudou desde lá e tudo que pude vivenciar desde então ainda é um pouco surreal pra mim.

Sou daquelas que adora um ritual de celebração – seja natal, ação de graças, aniversário, formatura, ano novo… sempre temos mais que comemorar do que a reclamar – já percebeu?

Mas deu de conversa fiada e bora comparar as festas!

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Descrição dos Locais para Passar o Réveillon
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Prós e Contras de Cada Local

A tabela dá uma ideia geral dos eventos, mas vou também acrescentar uma avaliação mais subjetiva para que a diferença entre eles fique mais clara.

As celebrações de NY e RJ, pra mim, são algo para fazer uma vez na vida (claro, para quem mora lá é outra história, estou pensando enquanto turista). É um trabalho danado, é caro, é um tumulto apocalíptico – mas são lindíssimos e inesquecíveis. Fomos em NY pois a irmã do Darin estava morando lá e no Rio fomos por convite de uma amiga carioca.

Eu prefiro mil vezes passar a virada no verão pois é um clima mais agradável durante a noite e para ficar tantas horas na rua. Eu amo o inverno e gosto da neve, mas não é confortável ficar tantas horas na rua parado sob esse clima. Essa informação já deixa transparecer quais os réveillons da tabela menos gostei (rs).

NY – Nós decidimos não ficar na Time Square esperando o ball-drop, não nos pareceu valer a pena. Não tenho palavras para descrever o tumulto de pessoas por lá. Ficaríamos super longe. Fomos numa festa num terraço onde conseguimos ver ambos (com cerca distância) o ball-drop e os fogos do Central Park. Mas dai com o conforto de uma temperatura melhor, comida, bebidas e banheiro rsrs

Rio de Janeiro – eu iria novamente se não fosse a falta de segurança. Se esse ponto fosse melhorado eu topava! E também eu iria me programar para ficar numa distância de até 30 – 45 min caminhando até a praia para não pegar a fila do transporte público nem trânsito na volta.

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Fogos em Viña del Mar, Chile

Chile quer competir com o Brasil pela maior celebração de ano novo, Valparaíso versus Rio de Janeiro. Como já fomos em ambas as celebrações, podemos comparar os prós e contras. Um dos principais atrativos de ambas as celebrações são os fogos de artifício. 

No Rio, a queima de fogos se concentra na praia de Copabana, que tem 4 km de extensão. No mar, em frente dessa extensão são colocadas 11 balsas. O resultado é incrível! (foto demostrativa abaixo). Você olha todo o céu coberto por fogos. É como estar num cinema Imax onde a tela tem ângulo de 120º. Os fogos são sincronizados aos milésimos de segundo, é impressionante!

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Foto retirada da internet, Réveillon Copacabana

O Chile não conta apenas Valparaíso (284 mil hab) no evento. Eles adicionam também Viña del Mar (120 mil hab) e Concón (37 mil hab), pois elas dividem a mesma baía que tem cerca de 40 km de extensão. Como descrito na tabela, o total de fogos queimados entre essas três cidades é maior do que em Copacabana. Mas são 17 balsas expalhadas em 40 km. Elas ficam super longe uma da outra, não dá a sensação de que fazem parte do mesmo espetáculo. Nós conseguiamos ver apenas duas balsas bem. No horizonte conseguiamos contar mais umas 5 ou 6. Talvez do topo de um alto edifício faça alguma diferença ter toda essa extensão, mas para quem está ali na praia, não. Ao contrário de Copacabana que todas as balsas ficam em linha uma do lado da outra e todas podem ser vistas.

Assim, penso que a beleza e impacto do show pirotécnico de Copacabana é muito superior ao Chileno. Porém, o grande benefício é que a maior extensão também dispersa o público. No Rio, 2 milhões de pessoas dividem 4 km de praia, calçadam e estrada. No Chile, são cerca de 1 milhão de pessoas em 40 km de costa, fica bem mais tranquilo.

Copacabana conta com vários palcos e artistas de renome internacional, a festa de rua vai longe. Já no Chile, há grupos que levam sua música, porém as famílias logo vão para casa e quem quer prosseguir celebrando precisa ir a uma festa privada. A entrada das festas são tão caras quanto as festas privadas Brasileiras, mas também não tão acessíveis. 

Em Punta del Este, acredito que seja o Casino Conrad (agora creio que se chama Enjoy) que realiza os fogos. É um show bonito, porém muito menor que os outros da lista. Há muita gente na rua com sua música própria, dançando e festejando depois da queima de fogos. Então é animado ficar pela rua mesmo. Há opções de festas privadas, porém a maioria são tão caras quanto as festas da elite Brasileira (aliás, Punta del Este se tornou um point para a classe média e alta Brasileira passar o réveillon). Assistimos os fogos perto ao casino e depois fomos ao pier/porto onde havia alguns bares com música e entradas acessíveis (mais info nesse post).

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Fogos em Punta del Este, Uruguai

Alugar hospedagem no verão no litoral Brasileiro é super caro, especialmente em locais com boas celebrações de ano novo.

Por isso, explorar os países vizinhos nessa época se torna tão atrativo. Além de vivenciar algo diferente por preço similar, você foge na superpolução, que as cidades litorâneas Brasileiras não conseguem mais dar suporte.

Outra boa pedida é fugir do litoral e ir para o interior e montanhas – se refrescar nas cachoerias, lagoas e rios.

Depois de ouvir os prós e contras, qual desses réveillons parece o melhor para você?

Feliz 2020 Itinerantes! Desejamos que vocês possam explorar novos horizontes nesse novo ano!

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